sábado, 23 de janeiro de 2010

GASTRONOMIA POLITICA

Uma das questões que ia “pegar” neste início de ano, se o Haiti não tivesse tremido tanto, era a proposta do Governo Lula de controlar o conteúdo editorial dos meios de comunicação sob o pretexto de que os organismos de comunicação não têm tanto poder (e direito) de opinar sobre a maneira como se conduz o futuro político e econômico da nação. Antecipando-me (e preparando) para esta possibilidade, lembrei que durante os tristes “anos de chumbo” uma das alternativas dos editores ao poder da censura era publicar, nos espaços vetados, inofensivas receitas de culinária, mas que não passavam despercebidas pela opinião pública.


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Enroladinho à Setembrina

Ingredientes:

- sete escolas de samba viamonenses;
- uma rádio comunitária
- políticos de ocasião (a gosto)
- uma passarela do samba
- público (o que você conseguir juntar)
- alegorias e fantasias
- um secretário de cultura (para o molho Branco)

Modo de preparo:
Limpe e desosse as escolas de samba e reserve. Comece a cozinhar a rádio comunitária em fogo baixo, mas de vez em quando tempere para deixá-la bem apimentada. Corte os políticos em tiras bem fininhas, e coloque no fundo de uma panela de ferro. Você vai ter que colocar todos os outros ingredientes por cima para abafar os políticos durante o cozimento.
Em uma passarela do samba, bem apertada e desconfortável acomode o público em duas camadas, sobre o papel machê das alegorias. Junte o molho “branco” que você preparou com o secretário de Cultura e deixe descansar.
Ao final, jogue as escolas de samba, e leve ao forno. Sirva decorada com as fantasias para que o prato fique bem bonito.

Dicas:
As escolas de samba podem ser adquiridas em um kit, associadas e já amaciadas.
Dê preferência por políticos com ambições estaduais, são mais fáceis de cozinhar.
E fique atento: rádios comunitárias são ariscas e só devem ser abatidas na hora do preparo, para não estragarem o prato.
Se você não gostar do sabor das escolas de samba, e preferir um sabor mais gauchesco, pode optar por tradicionalistas ao invés de carnavalescos.
Como sobremesa apresente aos seus convidados um delicioso arroz com leite.
Tempo de preparo: quarenta dias
Rendimento: dois mandatos.

EDUARDO ESCOBAR - Diário de Viamão

RESTINGA 40 ANOS

Aos 40 anos, Bairro Restinga comemora desenvolvimento



Hospital eleva comunidade para uma das principais da Capital


A obra, já em andamento, de um hospital com 90 leitos e o início das aulas em março na primeira escola técnica federal da Restinga poderão transformar a vila, forjada a partir da transferência de famílias pobres da área central de Porto Alegre, no final da década de 60, em um dos principais bairros da Capital.
Dividida em Velha e Nova no imaginário dos próprios moradores devido à política de urbanização da época em que foi instalada, a Tinga, como carinhosamente é conhecida, busca diariamente provar que pode ter o próprio lugar ao sol.
Para expor as mudanças que ocorreram e continuam acontecendo em um dos maiores bairros da cidade, o Diário Gaúcho conversou com moradores e pesquisadores para apresentar o lugar que, por sua população (calcula-se que cerca de 200 mil pessoas vivam hoje no local) poderia ficar entre as maiores cidades gaúchas.
Para Flávio Adair Chaves Pereira, 45 anos, mais conhecido como Falcão, sorriso no rosto e braços abertos estão sempre em primeiro lugar. Em 1968, aos quatro anos, ele foi enxotado com a família da extinta Ilhota (vila do Bairro Menino Deus), para um terreno sem casa ou saneamento básico nas terras secas de um lugar chamado de Vila Restinga.
Falcão lembra bem das condições precárias de sobrevivência.
– Deixamos a Ilhota com o sonho de melhorar de vida, mas tivemos que começar do zero – conta.
Era o início da chamada Restinga Velha. Cada família construiu a própria casa. Como no local não havia escola, muitas crianças ficaram sem estudos.
– À noite, a luz da lua era a nossa única claridade. Quando o carro-pipa não vinha, buscávamos água em vertentes. A distância e a falta de transporte público, pois eram só dois ônibus por dia, deixaram muitos moradores sem emprego – recorda.
Ficaram na espera
A garantia da prefeitura da época de que as primeiras famílias transferidas ganhariam casas no local ficou apenas na promessa. Quando surgiu o projeto do Demhab para a Primeira Unidade, no início dos anos 70, a maioria não alcançava a renda mínima exigida. Então, pessoas de outras regiões da cidade conquistaram o direito à casa própria.
– Ficávamos olhando as casas brancas do outro lado da rua. E nós aqui, esperando – conta Falcão.
Com o passar dos anos, ele viu a vila se tornar bairro.
– As pessoas pensam que isso aqui é o fim do mundo por ser distante, mas só quem mora aqui sabe que este amor pela Tinga jamais se acaba.

Uma grande família

Entre os primeiros a habitarem as casas brancas do outro lado da Avenida João Antônio da Silveira estão os moradores das redondezas da antiga Rua 1, hoje Rua Silvio R. Sirângelo. Aristélio e Eva Cardoso Amaro, de 70 e 67 anos respectivamente, eram noivos quando decidiram comprar a casa própria na Primeira Unidade, há 39 anos.
– No início, me apavorei com a distância e com a falta de recursos – recorda Eva.
Já o casal Cláudio Roberto e Beni da Rosa, de 58 e 65 anos, há 35 anos na Restinga, temia que o local não se desenvolvesse.
Banheiro meteu medo
Ainda criança, o hoje professor de História Alexandre Gomes Amaro, 44 anos, lembra do medo de usar o banheiro, que era uma novidade para a família.
– Antes, usávamos uma latrina. Então, aquilo era uma novidade. Eu ficava horas dando descarga no vaso.
Apesar de demonstrarem orgulho por viverem no bairro, existe uma unanimidade entre os vizinhos quando se fala na falta de lazer para os mais jovens.
Mas é a serelepe Neusa Cabral Corrêa, 62 anos, conhecida como Baixinha, que resume o sentimento dos moradores pouco antes de eles posarem abraçados para uma foto no bairro:
– A Restinga é tudo. Somos uma grande família.
Durante quatro anos, a mestre em Geografia Nola Gamalho percorreu ruas, conversou com moradores e descobriu uma nova Tinga.
– Decidi conhecer o bairro de tanto passar pelo mapa da cidade, na Estação Mercado, e ver aquele ponto distante dentro de Porto Alegre.
Nola apresentou o bairro no trabalho de conclusão do curso de Geografia e retornou no ano seguinte para fazer a dissertação do mestrado.
Para sua surpresa, foram encontrados 28 reassentamentos, habitações populares, loteamentos irregulares e ocupações dentro da própria Restinga. Mesmo assim, Nola acredita que ainda seria impossível pensar numa emancipação.
– A Restinga poderia ser vista como uma cidade dentro de outra cidade se tivesse um parque industrial mais desenvolvido e já contasse com o hospital e as escolas técnicas.

A Tinga em números

- Pronto Atendimento: 1
- Unidades Básicas de Saúde: 2
- Unidades de Saúde da Família: 5
- Equipes de Estratégia de Saúde da Família: 7
- Escolas: 16
- Creches conveniadas: 21
- Fórum: 1
- Corpo de Bombeiros: 1
- Batalhão da Brigada Militar: 1
- Delegacia de Polícia Civil: 1
- Clube: 1
- Profissionais autônomos: 196
- Minimercados: 31
- Armazéns/fruteiras: 34
- Escritórios (contabilidade/administrativo/engenharia): 10
- Consultórios médicos particulares: 20
- Agências bancárias: 2
- Oficinas: 10
- Auto-escola: 1
- Padarias: 5
- Supermercado: 1
- Fábricas/Indústrias: 28
- Lancherias: 12
- Escolas de samba: 2

Disposto a resgatar a história do bairro, o aposentado José Carlos dos Santos, 59 anos, mais conhecido como Beleza, criou maquetes que relembram os primeiros tempos da Tinga. Com caixas de fósforo, papelões e uma boa dose de criatividade, Beleza reconstruiu as “malocas”, como eram chamados os primeiros casebres construídos na região, e o ônibus vermelho e amarelo que passava duas vezes por dia na Vila Restinga.
– Chamavam o ônibus de Arca de Noé porque todos carregavam bichos dentro do veículo, de galinha a cachorro – conta, aos risos.

História nas escolas

Morador da Segunda Unidade há 34 anos, Beleza visita as escolas do bairro e conversa com os alunos sobre a história da Restinga.
– O objetivo é fazer com que os mais jovens se sintam atraídos pela história do próprio bairro onde moram.
"Moro na Primeira Unidade e o que mais gosto é da vizinhança. Se pudesse melhorar algo pediria para aumentar a quantidade de horários das linhas de ônibus e o policiamento nas ruas."

Eliane da Ré
Dona de casa – Mora há 36 anos na Restinga Nova
"A Restinga não é só violência. Me criei no bairro e o que mais gosto é da vizinhança. Lá, todos se ajudam e a união faz a força."

Aline da Silva Rodrigues

Auxiliar administrativa – Mora há 18 anos na Restinga Velha
"Temos quase tudo no bairro, com um comércio reforçado. Mas seria ainda melhor se as praças fossem recuperadas e se tivéssemos linhas de lotação e executiva de ônibus, pois ficaria mais confortável para enfrentar a viagem entre o Centro e a nossa casa."

Vera Lúcia Ferreira Bica
Telemarketing – Mora há cinco anos na Restinga Nova
"Quem vai para a Restinga nunca mais sai de lá. A gente se apaixona. É uma pequena cidade que só sente falta de um hospital e de policiamento reforçado."

Firmino da Silva
Padeiro – Mora há 24 anos na Restinga Velha

 história do local em fatos

- 1967 – Chegada dos primeiros moradores à Vila Restinga (onde hoje é a Restinga Velha).
- 1971 – Chegada dos primeiros moradores ao projeto habitacional Nova Restinga (onde hoje é a Restinga Nova)
- 1972 – Fundação do Centro de Comunidade Vila Restinga (antigo Cecores), hoje chamado de Centro Regional de Assistência Social Restinga e Extremo-Sul. Oferece atendimento social aos moradores, serviço jurídico (Vara de Família), piscina comunitária e ginásio com atividades esportivas. Três secretarias trabalham em conjunto no local: Sme, Smed e Fasc.
- 1977 – Criação da primeira agremiação do bairro, a Unidos da Tinga. Depois, ela se transformou na Estado Maior da Restinga. O primeiro desfile ocorreu em 1979.
- 1989 – Criação da Sociedade Recreativa Carnavalesca Academia de Samba União da Tinga.
- 1990 – A Vila Restinga é declarada bairro pela prefeitura pela Lei 6571, de 8/1/1990.
- 1991 – Governo estadual cria o Foro Regional da Restinga pela Lei 9485, de 24 de dezembro de 1991.
- 1998 – Criação do Centro Infantil Renascer da Esperança, fundado pela gari Roseli da Silva.
- 1999 – Criação da sede da Casa da Sopa – a entidade foi fundada pela aposentada Eva Laurência Valadares, falecida há cinco anos. Hoje, o fiscal de tráfego Roni Ângelo Ferrari é o presidente da instituição.
- 2009 – Assinada a Licença de Instalação para o Hospital da Restinga.
- 2010 – Iniciada a limpeza do terreno para construção do hospital.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O CENÁRIO DO ABANDONO

Capital em 1.203 pessoas dormindo no relento




Se uma imagem vale por mil palavras, as fotos destas páginas dispensam qualquer centímetro de texto. Basta olhar para se envergonhar. Ver de novo para não esquecer. São moradores com nome, sobrenome e endereço fixo nas ruas da Capital.
Eram poucos, agora são centenas. De dia, vivem como catadores andarilhos. À noite, descansam o corpo na laje fria das calçadas, em bancos de praça e na escadaria de igrejas. Muitos ficam pelo caminho, derrotados pelo álcool, vencidos pela droga, vítimas da violência.

Em 2008, a população adulta de sem-tetos era de 1.203 pessoas. Hoje, a prefeitura não sabe.

Número de sem-teto parece ter aumentado

Embora não haja dados oficiais (o último levantamento feito pela Ufrgs é de 2008), a impressão de quem circula pela Capital é de que o número de moradores de rua aumentou. Na madrugada de ontem, a reportagem deparou com cenas que tornaram-se rotineiras na noite da cidade.

Conhecido por sua beleza arquitetônica, o viaduto Otávio Rocha, na Avenida Borges de Medeiros, é um dos redutos preferidos dos sem-teto.

Embaixo de suas escadarias, sustentadas por amplas arcadas, jovens, adultos e idosos acomodam-se para dormir. Quando anoitece, o passeio serve de cama para quem não encontra vaga em albergue ou resiste à oferta de ajuda.
Porteiro desempregado, Sérgio Luís do Nascimento, 48 anos, acordou para explicar a razão de estar ali.
Sem perspectiva de vida melhor
O ex-morador da Lomba do Pinheiro perambula há seis meses, sem documentos e sem perspectiva de uma vida melhor.
– De dia, cato latinha para vender e à noite me encosto aqui. Uma senhora traz café todas as manhãs. Quando consigo dinheiro, almoço no Bandejão – revela o andarilho, com duas passagens pelo Presídio Central.
Na esquina da Borges com a Rua Jerônimo Coelho, a situação é pior. Um tapete humano estende-se sob a marquise do prédio do INSS (edifício Cristaleira). A 1h40min, 23 pessoas dormiam numa espécie de alojamento coletivo a céu aberto.

Mudança no perfil

A presença maior de jovens nas ruas denuncia uma mudança no perfil desta população.

Segundo o sociólogo da Ufrgs Ivaldo Gehlen, coordenador da pesquisa que apontou a existência de 1.203 moradores de rua adultos na Capital em 2008, há uma explicação para este fato.
- Adolescentes que vivem na rua, crescem neste ambiente e chegam à maioridade com o mesmo comportamento dos adultos. Na pesquisa, 65% dos adultos dormiam na rua – relembra.
Outro motivo seria o movimento migratório deste grupo.
Com o fechamento, pela prefeitura, dos vãos sob as pontes da Avenida Ipiranga, por exemplo, os sem-teto passaram a ocupar outros espaços, tornando-se mais visíveis aos olhos da multidão.

Fasc anuncia albergues



O diretor administrativo da Fasc, Carlos Sett, admite o problema, mas faz uma distinção entre moradores e pessoas em situação de rua. Segundo ele, o aumento da presença do segundo grupo estaria vinculado ao crescimento do consumo de crack. Impedidos de retornar às suas residências, por causa de dívidas com traficantes, usuários da pedra da morte adotam a rua como abrigo permanente.
Carlos entende, também, que o caráter humanitário da oferta de comida por ONGs alimenta o processo de permanência destas pessoas nas vias públicas.
– O sentimento, a percepção que temos é esta - garante Carlos.
Em 2010, a Fasc terá R$ 26 milhões a mais no orçamento. Uma parte será utilizada na ampliação do número de vagas. Serão construídos dois albergues menores, cada um com 75 vagas, e criados 22 centros de referência em assistência social.



Serviços existentes
- Atendimento Social de Rua – Aborda e identifica moradores de rua. Telefone para solicitar abordagens: 3221-8578, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30min às 18h. À noite e nos finais de semana, as solicitações devem ser feitas pelo fone 3346-3238.
- Casa de Convivência – É um espaço diurno que encaminha para a rede de atendimento. Vagas: 70 pessoas por dia. Na Rua João Alfredo, 782, Cidade Baixa, de segunda a sexta-feira, das 8h30min às 12h e das 13h30min às 18h.
- Albergue Municipal – Oferece pernoite, janta, café-da-manhã, banho e roupas limpas. Funciona diariamente, das 19h às 7h. Vagas: 120 no ano inteiro e 150 no inverno. Na Rua Comendador Azevedo, 215, Bairro Floresta. Telefone 3346-3238.
- Abrigo Municipal Marlene – Vagas: 100 no ano inteiro e 110 no inverno. Na Avenida Getúlio Vargas, 40, Bairro Menino Deus
- Abrigo Municipal Bom Jesus – Vagas: 78 no ano inteiro e 88 no inverno. Na Rua São Domingos, 165, Bairro Bom Jesus.

Endereços em que foram encontrados moradores de rua

0h05min: escadaria da Catedral Metropolitana, na Rua Duque de Caxias, Centro.
0h10min: bancos da Praça da Matriz, Centro.
0h20min: calçada da Rua Duque de Caxias, próximo à esquina com a Rua Marechal Floriano, Centro.
0h25min: calçada sob o Viaduto Otávio Rocha, na avenida Borges de Medeiros, Centro.
1:25 calçada da Avenida Assis Brasil, no Bairro Cristo Redentor.
1h40min: calçada da esquina da Rua Jerônimo Coelho com a Avenida Borges de Medeiros, no Centro.
2h05min: área de recuo de mercadinho na Rua Laurindo, no Bairro Santana.
2h20min: calçada da Avenida Ipiranga, esquina com a Rua Santana, Bairro Santana.
2h30min: calçada da Avenida Osvaldo Aranha, no Bairro Bom Fim.

LULA E DILMA ESTARÃO NO ESTADO EM FEVEREIRO

O presidente vai inaugurar obras e a ministra participa de encontro com prefeitos


O presidente Lula vem a cidade de São Leopoldo, no Vale dos Sinos, inaugurar a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), localizada no bairro Feitoria. A inauguração ocorre no dia 05 de fevereiro.
A obra possibilitará o tratamento de 50% do esgoto do município e foi realizada com verba do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Saneamento, com investimento de R$ 10 milhões.
Além disso, Lula fará a entrega de 600 chaves das casas construídas também com recursos do PAC. O prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi afirmou que pretende concluir sua gestão com a construção de 8 mil residências.
- São Leopoldo recebeu nos últimos cinco anos cerca de R$ 200 milhões de investimentos federais, que alavancaram a economia e desempenharam papel fundamental na inclusão social -, destacou Vanazzi.
A ministra Dilma Rousssef chega à cidade no sábado, 06, para um encontro de prefeitos, também promovido pela prefeitura de São Leopoldo.

AVATAR PARA BRIGADIANOS

Sessão de Avatar é usada para preparar novos PMs

Cerca de 120 soldados assistiram ao filme
A Brigada Militar negociou com um cinema da Capital uma sessão gratuita do filme Avatar. Cerca de 120 soldados foram ao CineSystem do Shopping Total conferir o longa.
Segundo o Major Medina, que ministra aulas de História no 9º BPM, a ideia é despertar a consciência ambiental e a capacidade de conflito. Sessão foi exibida no Shopping Total.

PRÉDIO HISTÓRICO AMEAÇA CAIR EM PORTO ALEGRE


Edifício na esquina da Riachuelo com a Marechal Floriano corre risco de cair


Prédio histórico na esquina da Rua Riachuelo com a Rua Marechal Floriano, no centro de Porto Alegre, foi interiditado pela Smov nesta sexta-feira. A EPTC bloqueou a Riachuelo entre a Rua Dr. Flores e a Avenida Borges de Medeiros.
O sentido da pista da Dr. Flores foi alterado entre a Avenida Salgado Filho e a Riachuelo, para que os motoristas que vêm da Avenida Independência e iriam acessar a Riachuelo, possam utilizar a Salgado Filho.
— O prédio apresenta risco de queda em direção às duas ruas, uma parte dele está só com a fachada de pé — explicou o diretor da divisão de controle da Smov, Paulo André da Silva
Segundo o diretor, a situação do trânsito no local deve permanecer assim até o fim-de-semana. Silva também conta que o prédio é tombado e que é preciso realizar um escoramento do edifício, processo que evita que ele caia.
— Por ser tombado, não pode ser demolido. Estamos analisando a contratação emergencial de uma empresa que vai fazer o escoramento do edifício — disse Silva.
Parte do prédio na Riachuelo estava apenas com a fachada em pé

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

REUNIÃO DO CONSEPRO

Será realizada na Sexta-feira dia 22 de Janeiro às 20 hs no Clube de Mães Nossa Senhora do Brasil, na Colônia de Itapuã, a reunião do Consepro/Itapuã, onde será discutido assuntos relacionados a Segurança, e a possível instalação de Câmeras de Video na Comunidade para Monitoramento na entrada da Vila e no centro, localizado na Praça da Igreja.

LIQUIDA VIAMÃO 2010: Lançamento Amanhã

Será lançado amanhã oficialmente o "LIQUIDA VIAMÃO 2010", o tradicional Café com os Empresários de Viamão no Mesa & Sobremesa no Centro de Viamão.
O Liquida Viamão este ano estará premiando mais uma vez um cliente que comprar no comércio de Viamão, e este ano premiará também o Vendedor que atendeu ao cliente sorteado, além também do estabelecimento onde foi efetuada a compra. No ano passado a vencedora foi de Itapuã, que ganhou um Caminhão de Prêmios. Participe da Campanha comprando no Comércio de Viamão.

FUTEBOL: Porto Alegre enfrenta Inter na Ulbra em Canoas

Colorado enfrenta o Porto Alegre no Complexo Esportivo da Ulbra

Após a goleada de 4 a 2 contra o Ypiranga, no Beira-Rio, a garotada do Inter B parte para mais um desafio pelo Gauchão. A equipe enfrenta o Porto Alegre, às 22h desta quarta-feira, no Complexo Esportivo da Ulbra, em Canoas. Será nova oportunidade de mostrar potencial para os jogadores colorados tentarem conseguir vaga entre o grupo que disputará a Libertadores.
O bom resultado na primeira rodada bastou para dar cartaz a nomes pouco (ou quase nada) lembrados pela torcida, como o atacante Leandro Damião. Autor de dois gols, ele formará dupla com Walter, que também marcou no domingo. A eles, se somam Ytalo, Juan, Josimar e Wagner Libano, entre outros.
– Projeto estar no grupo da Libertadores – admitiu Leandro Damião.
Em relação a partida contra o Porto Alegre, o técnico Enderson Moreira projeta um confronto difícil:
– A equipe do Porto Alegre, independentemente do resultado, é ótima. O Lisca é um grande treinador, conhece boa parte dos nossos atletas. Esperamos ter uma boa atuação – comenta.
Enderson Moreira não sabe até quando o time vai B vai disputar o Gauchão. Mas, segundo ele, a garotada está pronta para sempre representar o Inter.
– Há a possibilidade de jogarmos mais jogos, vai depender muito do andamento das competições. O time B estará preparado para qualquer necessidade da equipe principal e representar o time do Inter – opina.
Lisca conhece bem o time colorado. O treinador do Porto Alegre trabalhou nas categorias de base do Inter.
O Porto Alegre vem de uma goleada de 5 a 1 contra o Veranópolis. Nesta rodada, Lisca projeta pelo menos um empate.
– Esse ano o Inter B está caprichado. É um projeto novo que eu tive capacidade de participar. Se conseguirmos pontuar será um grande feito. Depois, eles jogarão com os titulares e deverão tirar pontos de todos – afirma Lisca.

CHUVAS NO RS: Nova Palma, nova vitima do mau tempo

Barragem do Cafundó, que rompeu parcialmente na terça-feira, continua na mesma situação

Um dia depois de ficar ilhada por causa da cheia do Rio Soturno e do Arroio Portela, Nova Palma, na região central do Estado, tenta voltar à rotina. Com as águas voltando ao nível normal, prefeitura e moradores começaram a contabilizar os prejuízos da enchente nesta quarta-feira.
Pela manhã, as águas do Rio Soturno baixaram, liberando a ERS-149, principal acesso à cidade. No centro de Nova Palma, o Arroio Portela também voltou ao seu leito, permitindo que os 319 desalojados comecem a retornar para casa. Ainda há seis famílias no ginásio municipal porque suas casas estão em zonas de risco e ameaçam desabar. Nas ruas, o cenário é de lama e destruição.
A prefeitura ainda não finalizou o levantamento dos estragos, mas sabe que os maiores prejuízos foram na zona rural. Pontes e pontilhões caíram, deixando sem comunicação terrestre a comunidade de Felisberta e o distrito de Caemborá.
A Barragem de Canfundó, que rompeu parcialmente na terça-feira, continua na mesma situação. É possível que a Defesa Civil sobrevoe a região para avaliar os estragos hoje.
A Barragem de Cafundó rompeu parcialmente na terça-feira

HAITI: Brasil ajuda mais o Pais destruido pelo Terremoto

Jobim encaminhará decreto legislativo ao Senado para mandar mais 700 militares ao Haiti

Assesssoria do presidente do Senado disse que ministro pediu que comissão analise o pedido
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, vai encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de decreto legislativo para enviar mais 700 militares brasileiros ao Haiti. O pedido deve ser analisado por uma comissão representativa composta por senadores e deputados, que atua durante o recesso parlamentar.
Ontem, o conselho de segurança da ONU já havia aprovado o envio de mais 3,5 mil militares para reforçar o contingente da Missão de Paz no Haiti (Minustah).
O decreto é necessário por envolver questões de política externa, conforme previsto na Constituição Federal. De acordo com a assessoria do presidente do Senado, José Sarney, o ministro solicitou ao senador que a comissão analise o pedido, a fim de que os militares possam ser enviados com a maior agilidade possível ao Haiti. A assessoria de Sarney informou, também, que, no decreto, o ministro solicitou o envio de mais 100 policiais brasileiros ao país caribenho, para ajudar na segurança do país.
A comissão que vai analisar o pedido é formada por 17 deputados e oito senadores. Enquanto o Congresso estiver em recesso, é essa comissão que pode deliberar sobre e aprovar matérias que exijam avaliação da Câmara e do Senado.
Direto do Haiti: ajuda é modesta, afirma general